domingo, 29 de janeiro de 2012

Olá meus queridos visitantes fantasmas! Eu sou Mei Linwau, e este é meu blog, o Virtual Meinsanity, que apesar de um certo período de existência, já passou por vários hiatos e a página do blog até já deixou de funcionar. Eu não estou pensando em abandonar este covil nem tão cedo, mas estou chegando naquela fase da vida, sabe? Vocês podem até me ver brincando aqui porque não estudo muito e tudo mais, e eu fazia isso consciente de que ia ter de que me ausentar por um tempo para repor o que perdi. Estarei fazendo o 3º ano agora e demorei muito tempo para escolher a carreira que quero seguir, e agora vejo ela como uma boa escolha. Por isso esse ano irei me esforçar, me esforçar mesmo. Não tenho nem mesmo a intenção de aparecer muito nas férias de Julho, já que minha meta é ser aprovada em outra cidade. Sim, eu provavelmente morarei sozinha e pra isso terei de amadurecer muito. Espero que torçam por mim, e muito obrigada por visitarem este blogzinho, só não esperem por atualizações de minha parte daqui para outubro!

Tenham um bom ano de animes e mangás, espero poder voltar a acompanhar quando retornar. Obrigada, meus fantasminhas! Ilustrei essa postagem com Malchut, de The Epic of Zektbach e um dragão (ignorem o Kukaru ao fundo), pois esse é o ano do dragão xD

Caso queiram ficar por dentro das atualizações do blog, aqui está a página do Virtual Meinsanity no Facebook.

Feliz ano novo!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Após escrever o texto anterior sobre Os Animais do Bosque dos Vinténs, fiquei com um questionamento na minha cabeça. É um assunto bem batido já, mas eu achei interessante comentar. Só que antes gostaria de deixar claro que não estarei falando sobre violência gratuíta, mas sim sobre a morte não só nos desenhos animados, mas nos animes, em programas destinados ao público infantil. Não estou querendo pregar uma mensagem mórbida aqui, já que apenas resolvi expor minhas reflexões sobre o tema.

Creio que a morte em si seja um aprendizado lento que todos têm de aceitar gradualmente, conforme crescem e conforme vão convivendo com outras pessoas. Acho que insistir em esconder este tema de uma criança uma profunda falta de delicadeza, e pode torná-la tanto sensível quanto insensível posteriormente pós alguma situação traumática, como a morte dos pais.

Só que aí vem onde quero chegar: o quão longe a morte pode ser apresentada num programa infantil. Irei usar por exemplo o desenho que falei no post passado, nele você terá vários animais morrendo em diversas situações e é um pouco doloroso de se ver, mas a mensagem que passa depois é mais importante do que todo o sofrimento: continuar a viver. O que estou dizendo é não focar no passado, e seguir em frente enquanto guarda, sim, recordações da pessoa. Acho que é como esquecer o sofrimento que alguém passou para não machucar a si mesmo, e proseguir lembrando do sorriso dessa pessoa querida. Acho interessante o foco na vida e na persistência, pois sei bem que a morte pode fortalecer-lhes.



Na vida tudo é um vem e vai, e independente de sua religião ou da maneira que cuida seus filhos, acho que o mais importante é educá-lo para se tornar alguém forte mesmo após perder pessoas importantes. E a maneira em que isso é empregado na ficção, como muito vemos nos animes, pode sim aliviar um pouco a mente, mas isso depende muito da pessoa, se isso vai trazer-lhe boas recordações ou mais sofrimento.

Todos iremos crescer e acabar descobrindo isso um dia, e o importante é proseguir, em tempos difíceis ou não, sabendo que nem toda dor que passamos é garantia de que teremos felicidade no futuro.

Aqui nesse post podemos ver algumas personagens bem conhecidas e de animes com essas emoções bastante presentes, que têm bastante carisma e que com certeza tornou a experiência de assistir esses animes (Ano Hi Mita Hana no Namae o Bokutachi wa Mada Shiranai e Air) bem mais marcante (com exceção da Malchut, mas o que eu quis deixar claro com ela é a ordem das coisas - a natureza).  Já o título... bom era Children, dessa música, mas aí eu achei que tava meio estranho e troquei.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Qualidade de VHS...

Eram todos personagens muito amáveis, você poderia criar afeição por qualquer um deles. E estes vários bichinhos se uniram para sobreviver, para procurar um novo lugar para viver onde os humanos ainda não haviam ocupado. Era um conto sobre união, que ao mesmo tempo servia para conscientizar as criancinhas sobre a destruição do hábitat natural de algumas espécies. Se mostrou como um desenho forte, que ensinava a lidar com a morte. Muitas vezes seu personagem favorito poderia acabar morrendo.

Há sim vários desenhos de origem não-oriental com episódios contínuos, isto é, que seguem uma linha de tempo, e esse aqui não é novidade. Mas foi a morte presente em Os Animais do Bosque dos Vinténs que o fez ser um desenho tão diferente: nele não havia garantia de que os personagens iriam continuar a viver, que chegariam em seu destino todos juntos, e que quando chegassem lá, continuariam unidos.


E pra isso foi necessário apenas um roteiro muito simples, uma arte agradável e carismática, o que poderia fazer com que a carga dramática se tornasse mais marcante.  Apesar de tudo isso, o desenho não foca na morte. Ele prosegue, mostra a vida e como continuar depois que alguém morre.

"Seu animal estúpido!"

Animais do Bosque dos Vinténs foi um desenho de origem britânica exibido durante 1993 e 1999 na TV Cultura, que teve sua primeira temporada baseada num livro de mesmo nome e as outras duas usaram de referência outros livros. Segundo algumas fontes que li, foi retirado da TV brasileira por ser considerado "pesado" para as crianças, mesmo mostrando uma espécie de "moral da estória" mais forte que certos desenhos na época, pois mostrava os esforços de algumas espécies de animais tentando conviver com outras por causa de suas diferenças e o desejo de sobreviver. Pessoalmente acho que foi uma grande bobagem parar de exibí-lo, mas não vou ficar reclamando aqui visto que faz anos que isso aconteceu. 


Os bichinhos conquistaram muito numa viagem tão longa, experiências difíceis, como tudo que é na vida, e o quão difícil é para mantê-la.  Lembro de ter assistido um pouco aos quatro anos, realmente não dá pra lembrar de muita coisa. Por isso resolvi assistir esses dias, e até me assustei com o que vi.


Foram realmente várias mortes, e a primeira realmente chocante foi a do casal de faisões. A fêmea estava de vigília, e acabou levando o tiro de um fazendeiro. Poderiam deixar tudo quieto a partir daí, mas não. Logo o macho a encontrou, cozinhada, como o jantar do homem e aos prantos, ele não percebeu que iria ser a próxima vítima, logo depois que ele começou a dar valor a ela, porque a havia perdido e ela era a única que se importava com ele.

Filhotinhos da dona rata...

Houve também o caso de uma ratinha que havia engravidado no meio da jornada para o Parque da Corsa Branca, que é a reserva florestal onde os animais do bosque resolvem ir. Ela e seu companheiro resolveram não ser um estorvo para os outros viajantes, e foram deixados para trás. Só que não esperavam que um pássaro atacasse seus filhotes, e os pendurasse cruelmente nos galhos de uma árvore. Um pássaro açougueiro.


E isso foi na primeira temporada, e se eu contei direito, foram treze mortes só nela. Teve mortes de animais atravessando o asfalto, que eram os ouriços, e até do tão amado texugo (mesmo que por velhice). Mas com certeza, o que havia de mais belo entre esses animais era o que os unia: o juramento. Eles juraram não devorar os animais que partiram na jornada, e sempre ajudar um ao outro, mesmo sendo contra. É um belo desenho, cruel, mas sensível.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Hoje é o Dia Nacional do Yaoi, e como vocês sabem, a temática do blog não é esta (mesmo que a autora goste muito). Porém acho que escrever sobre algo mais leve, que ajude alguém que está indeciso em qual material BL começar a ler, mesmo que apenas por curiosidade, não seja tão má ideia. Por isso resolvi postar sobre Takarai Rihito, que mesmo com seus poucos mangás, já consegue garantir um sorrisinho no rosto com ausência de cenas explícitas.

Primeiramente gostaria de deixar claro que dois de seus trabalhos mais famosos, Seven Days e The Sleepy Residents of Birdcage Manor (não-Yaoi, porém um shoujo psicológico bastante recomendado), não são de sua autoria. Logo percebemos que essa autora se tornou bastante famosa por seu traço e execução de suas estórias.

Ela faz parte do círculo de doujinshis Giga Traper, e é conhecida com seus DJs de The Prince of Tennis. Irei comentar seus dois mangás BL.

SEVEN DAYS

Eu já havia comentado aqui antes sobre Seven Days, mas irei fazer de uma forma resumida agora. O autor/autora original é Venio Tachibana, que já teve outro trabalho feito por outro autor, que é Girou no Koimizu, desenhado por Tooko Miyagi, ambas publicadas em 2007.

Seven Days é ambientado nos tempos atuais, em uma escola qualquer no Japão, e seus protagonistas são garotos bem normais, o que dá um certo há de realidade à estória, mas que não o faz perder seu tom ficcional. Seryou é um garoto belo e popular, mas que esteve procurando pelo amor verdadeiro de uma forma bem peculiar: à cada semana, ele sai com uma garota diferente. Isto é, sempre há uma nova confissão para ele, e ele dá uma chance à quem a fizer, tudo para encontrar o seu par. Já com esperanças fracas, Shino Yuzuru, acaba perguntando se Seryou poderia começar a sair com ele, e ambos o fazem, mesmo que tudo tenha começado a partir de uma brincadeira.

Mesmo um pouco desacreditado, Seryou dá uma chance à Shino, e ambos vão ficando cada vez mais próximos. É aquele bom e velho mangá que nos dá vontade de torcer para os dois, e que dá certas saudades quando acaba, fazendo com que todos desejemos que a semana tivesse 20 dias (ou mais? xD)... eu super-recomendo para quem está começando a conhecer o mundo Yaoi, e não quer se assustar... é um mangá gostoso de se ler, o traço de Rihito combina bastante com o clima, é tudo bem limpo e há aquele ar de que a autora gostou de ter trabalhado na estória.

HANA NO MIZO SHIRU, Only the Flower Knows

Esse é um trabalho original de Takarai Rihito, e aproveitando, ela também teve outro trabalho original, porém de conteúdo não-yaoi. Mas só para não passar em branco, trata-se de um mangá de teor sobrenatural chamado Kakemakumo, Kashikoki. Temos um ar mais maduro presente, mas não o bastante para que seja considerado especificamente uma obra adulta. Estamos em uma universidade agora, e há muito de botânica no mangá, com várias referências à flores. Temos várias coincidências no começo, e um grande número de mal entendidos, mas é tudo executado de uma maneira que não parece cansativa, que chega a lembrar alguns mangás que não são dessa autora, apesar de serem leves semelhanças.

Aqui nós somos apresentados aos dois protagonistas, Arikawa e Misaki, já com breves coincidências. Ambos se encontram ao acaso e no mesmo dia o fazem de novo. Arikawa estava comentando sobre Misaki com seu colega, e acaba encontrando-o na rua no mesmo momento, só que sem perceber, já que suas lentes de contato não eram de um tamanho adequado, forçando-o a enxergar tudo borrado, e com isso acaba ajudando-o sem se dar conta, e logo no mesmo dia se esbarram de novo, ainda com as tais lentes. E com esse evento, o colar de Misaki vai parar nas mãos de Arikawa, e assim tudo se desenrola, com direito à Arikawa ajudando-o futuramente. Esse número de coincidências podem deixar a obra um tanto descondizente com a realidade, mas o mangá em si é muito bom. E o clima agradável que a autora passa são frutos de seu traço assim como de sua própria estória. Resumindo, este é um mangá que pode ir melhorando com o tempo, conforme a personalidade dos protagonistas for sendo traçada.

Visitem a página pessoal de Takarai Rihito clicando aqui.

Conheçam e leiam as outras postagens e fanfics do Dia Nacional do Yaoi aqui e visitem o Blyme para mais informações!

E mais importante, não deixem de espalhar a alegria desse dia tão bonito que é hoje! XD

Que tal presentear a si mesmo/mesma com uma boa limonada e um bom BL? ;D

Minhas felicitações para esse dia e também desejo-os um feliz ano novo. Espero que tenhamos mais trabalhos da Rihito-sensei como também de outros autores, não só publicadas no Japão, como também no exterior, mas principalmente aqui no Brasil. Espero que consigamos antingir um bom número de obras licenciadas no país... eu espero... do fundo do coração ç.ç...

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

TAMO JUNTO EM 2012, FALOU?

Eu não dei nem feliz natal pra vocês esse ano, estou realmente postando menos. 2011 foi o ano em que este blog menos teve postagens!

Mas como todos os anos, eu não poderia deixar de fazer minhas previsões para o próximo (que estão sempre erradas, né).

Próximo ano pra muita gente aí, é o fim do mundo. Sem contas pra pagar, nada e nada mais. 

Para quem segue o horóscopo chinês, é o ano do dragão... DA ÁGUA! Então provavelmente teremos muita gente querendo se impor sobre as outras etc etc (percebam a minha vontade de escrever este post).

Mas vamos lá, viver todos os dias a la carpe diem, memento mori, pastafarianismo ou seja lá qual for sua filosofia de vida. O importante mesmo é acreditar que fez tudo o que poderia no dia, por isso tanto faz se o mundo acabar hoje ou próximo ano. 

ENFIM, antes que eu fale mais besteira...

Feliz ano novo pra todos! =D~

sábado, 17 de dezembro de 2011

Este texto contém revelações do enredo (spoilers).
Osamu Tezuka, em sua carreira, experimentou vários estilos que fugiam do padrão do que se lia na época em que publicava suas obras. Entre as obras que o consagraram, evidentemente há aquelas cujo peso era maior, e por causa disso, receberam o apelido de "obras maduras", com certa complexidade e uma sacada artística mais evidente, que foram publicadas, em sua maioria, por meados dos anos 70.

MW (pronuncia-se "") foi um mangá lançado no ano de 1976 e encerrado em 1978. Em 2007, a editora Vertical publicou o mangá na América em uma compilação que reuniu os três volumes em apenas um, que é muito bem feita por sinal. Em 2009, um filme de mesmo nome foi lançado no Japão, baseado em seu trabalho, o que foi uma homenagem feita ao seu 80º aniversário.

Esta é uma de suas obras mais adultas e obscuras e uma das que mais se destacou em sua fase madura, sendo esta que mais se diferenciou, optando pelo gekigá como arte, e com temas sensíveis como a igreja, a homosexualidade e a corrupção no governo, sem esquecer do lado psicológico, que é o ponto forte de MW.

O Japão ainda sofria com a tensão pós-anos 60 na época em que o mangá foi escrito, e a presença das tropas americanas no Japão podem ter influenciado Tezuka ao criar o gás venenoso que assolou uma ilha em sua obra. Levando isto em conta, podemos perceber certas semelhanças entre a política presente no mangá e a da época, graças aos seus personagens e na forma caricata em que são representados.

Este gás venenoso aparece inicialmente na estória há cerca de quinze anos antes da linha de tempo inicial, onde os protagonistas, o insano Yuki e o Padre Garai se conheceram. O gás devastou uma ilha inteira, aniquilando todas as pessoas, e somente os dois sobreviveram (inicialmente), porque na hora em que o gás foi liberado, ambos estavam em uma caverna. Até este ponto, Yuki era apenas uma criança e Garai era um mero delinquente juvenil, e após o acontecido, suas personalidades sofreram incríveis mudanças, e desde então, os dois deram início a um relacionamento amaroso.

Enquanto que Garai atua como um padre, Yuki se mostra um grande funcionário e é o favorito do chefe. Mas tudo isso não passa apenas de uma fachada para que este execute, o que não é bem uma vingança, mas um capricho sem motivo de Yuki, vários crimes àqueles que estavam de uma certa forma ligada as mortes daquele dia. Yuki chega até mesmo a estuprar a filha de seu chefe e drogá-la, forjando um sequestro. E com uma bala perdida atirada pelo próprio Padre, a garota morre. Depois Yuki sucede com seu plano, disfarçando-se da jovem e matando um funcionário do banco para pegar a recompensa que ele mesmo impôs, afirmando que sofrera a síndrome de estocolmo ao apaixonar-se por seu sequestrador, o que claro é uma mentira.

Ao afirmar que nada se trata de uma vingança, podemos ver como o MW afetou Yuki, (se é isto é o que o autor quer que nós pensemos, inicialmente veremos por este lado) e o fez tornar-se um perfeito psicopata, matando pessoas, estuprando garotas e armando conflitos políticos. O que não apenas o afetou, mas também ao padre, e por este motivo ambos desenvolveram uma relação amorosa. Agora, que tal esquecermo-nos por um tempo do MW? E se desde o princípio Yuki fosse um psicopata, e que estes danos não foram frutos de sequelas? É uma boa observação, visto que tudo pode ser um conflito humano, e para tornar a obra com caráter ficcional, Tezuka tenha optado por esconder estas manifestações de distúrbios mentais com um gás venenoso, o que é uma bela alegoria de como podemos mudar internamente, apesar de nossas aparências aparentarem algo. O mesmo conta para com a homossexualidade dos personagens, ambos poderiam já ter tido determinas experências que resultaram nesta relação tortuosa, como um trauma ou alguma desilusão, ou até o fato de Garai ter estuprado Yuki enquanto ele ainda era um garoto naquela caverna. Talvez isso explique o fato de Garai nunca resistir às seduções de Yuki, mas isto é apenas uma das muitas impressões que se tem.

Padre Garai, em mais um de seus conflitos entre a salvação e a destruição...

Temos agora a imagem de um padre que deseja a salvação de seu amante, e deseja destruir o ódio que o corrompe. Enquanto Garai está preso em seus conflitos internos, podemos perceber que este é um grande covarde entregue ao amor pelo Yuki. Já havia tentando matá-lo por ter feito suas usuais maldades com a jovem que foi a primeira a confessar-se, a Sumiko, e que até inválida era. Ela nutria um amor por este padre, mesmo sendo infrutífero, e Yuki, num suposto ataque de ciúmes, teria a desiludido, provocando nela certas pertubações que agora a impedem de voltar à ser como era; o amor dela era enorme, porém Yuki a violou, e mesmo seu coração ainda pertencendo ao padre, as tentações carnais foram mais persistentes à um coração sofrido, o que a levou a querer casar-se com ele no futuro.


Em uma das representações da sexualidade das personagens, temos uma clara referência ao trabalho de Aubrey Beardsley, o que não é nenhuma surpresa, já que este autor sempre teve desde o começo de sua carreira, grandes influências, mas não vamos nos aprofundar nisso. Temos também alguns diálogos que o padre realiza consigo mesmo, o que é muito interessante, pois traz à tona aqueles conflitos entre a origem do pecado e da humanidade. Talvez até mesmo o fato de Garai ocultar a confissão de Yuki às autoridades seja uma prova de seu amor e da confusão gerada por seu dever religioso, o que o impede também de agir como um homem audacioso, cuja noção de que algumas regras podem ser quebradas à favor da humanidade é vetada por um desejo não apenas egoísta de proteger o Yuki, mas também como um dever que tem para com a instituição. Justamente essa retratação tem relação ao quanto Tezuka se mostrou cuidadoso não focando bastante na homosexualidade, para não tornar o tema nem irreal demais ou polêmico, demonstrando considerável cautela apesar de estar Tezuka no auge de sua carreira naquela época.

É tudo uma grande viagem psicológica, o que não fator único deste mangá, já que em várias de suas obras Tezuka já teria usado deste fator e ainda usaria posteriormente. Alguns capítulos são dedicados à caça de gato e rato entre o detetive e Yuki, numa aventura de investigação não muito inovadora, mas bastante inteligente. Já no segundo momento, que se passa cerca de um ano após os do primeiro volume e à alguns do segundo, temos um artigo exposto em um jornal que causou uma grande polêmica que deixou os políticos envolvivos inquietos, e o próprio país entrou em protesto ao descobrir a existência do MW. Daí por diante, temos a trama movimentada principalmente por Yuki, que continua a realizar suas atrocidades no terceiro volume até conseguir o que queria: uma chance para se infiltrar na base e conseguir o MW. Porém seu plano foi arquitetado de maneira falha, o que deu brechas para o clássico final em que a humanidade, digamos assim, se salva, e os dois protagonistas, que são os perfeitos anti-herois, "morrem". No epílogo da estória, temos a retração fictícia (e condizente com a realidade) em que o povo continua sem saber o que o governo esconde, como uma mensagem de que a verdade que se passa atrás das cortinas deste, pode jamais vir a conhecimento público, e o sorriso do irmão de Yuki no fim, que é um jovem que atuava no teatro kabuki, demonstra que o mal sempre existirá, principalmente na pele de homens influentes, o que é típico dos finais de Tezuka, que costumam lembrar as boas morais de Hi no Tori. Sem falar, que aparentemente, o irmão do Yuki é ele próprio disfarçado. É um mangá, que apesar da longa data de publicação, ainda permanece atual. Tanto que, se o cenário ou o vestiário fossem mudados, não faria diferença alguma.

Para quem quiser comprar o mangá, é só dar uma rápida visitinha ao BookDepository (em inglês).

Não deixem de conferir os outros participantes do Tezuka Day! Segue-se o link com quase todos os que já postaram.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A blogosfera otaku está se preparando para homenagear Osamu Tezuka, neste sábado, dia 17 de dezembro! Websites, vlogs, podcasts e, principalmente blogs, estão inquietos para difundir as várias obras do autor e comentar sua pessoa, que em sua carreira, criou as mais variadas obras, mostrando-se um verdadeiro pioneiro principalmente por mostrar ao público gêneros até então quase inexplorados nos quadrinhos japoneses, o que o levou a ser conhecido como o pai do mangá moderno. O próposito deste evento não é apenas a promoção de suas obras mais conhecidas, mas também das mais obscuras e desconhecidas. 

Com isso, vocês, leitores, terão acesso a resumos que cobrirão uma boa parte de seus trabalhos, sem falar da chance de ganhar alguns de seus mangás com o sorteio no Twitter, um concurso de desenho, um concurso de fotografias e até um quiz! As regras estão nos respectivos links.

Vamos espalhar a hashtag #TezukaDay para chegar aos TTs neste sábado no Twitter? Não deixe de curtir o Tezuka Day no  Facebook para ficar por dentro de todas as novidades!

 
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